Vendo Chicago congelada, a água limpa da minha piscina refletindo o sol, minha horta renovada com sementes germinando e pra mim ainda insistindo em deixar meu corpo no frio, começo a aceitar o que entendi há muito.
Não há espaço pra escolher a morte e qualquer tentativa de desajustar o que faz sentido só vai resultar em dor escolhida.
Aprender a viver não precisa ser duro, mas a escolha não é fácil.
Quando a realidade se impõe com doçura pra quem está acostumado a ver o azedo sem sentir seu cheiro, tudo parece errado, a suposta máquina do corpo não responde, a cabeça dá voltas e me sinto ali, em adorno deslocado.
Me apropriar é um exercício que não pode ser individual.
Quero caminhar junto, inteiro, com tudo que falta, mas sem parar pelo que sobra.
Que o prazer real seja escolha e que as armadilhas sejam mais fáceis de evitar.
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